Tendências de Marketing para 2026: tudo que vai definir estratégias vencedoras
- Leticia Riva

- 11 de dez. de 2025
- 5 min de leitura

O marketing nunca esteve tão no ponto de virada como em 2026. Entre avanços tecnológicos, hábitos de consumo mais conscientes e a urgência de humanização, as marcas que souberem equilibrar dados, criatividade e propósito vão se destacar.
A partir dos principais relatórios, especialmente os da Kantar, comentados pela Exame, Meio & Mensagem e Mundo do Marketing, traçamos aqui o mapa das principais tendências para os próximos 12 meses. E como nós, da Agência Zeniti, podemos te ajudar a surfar essas ondas com estratégia clara e performance.
A ascensão dos agentes de IA (e o fim da “busca como conhecemos”)
A primeira mudança radical: cada vez mais pessoas vão usar assistentes de IA para buscar produtos, comparar preços e tomar decisões de compra. A Kantar aponta que já existe um uso expressivo dessas ferramentas para compras e recomendações automatizadas.
Por que isso importa: não basta estar presente nas redes ou no Google. Sua marca precisa ser “entendível” por máquinas também: o que exige clareza, consistência e governança narrativa.
É aqui que nasce a GEO (Generative Engine Optimization). É como SEO, mas para IAs generativas. Em vez de otimizar para o Google, você otimiza para modelos que “lêem” o mundo, resumem e sugerem opções.
Dados sintéticos e a nova lógica das audiências
Com mais privacidade e menos rastreamento, o mercado precisava de uma forma segura de continuar entendendo comportamento. A resposta veio com força: dados sintéticos.
Eles permitem simular cenários, criar perfis comportamentais e expandir audiências de forma ética e segura. Isso muda a performance, a criação e até o planejamento de mídia, porque prever fica mais fácil, testar fica mais barato e segmentar fica mais inteligente.
E como toda tecnologia, o diferencial não estará no “o que”, mas no “como”.Quem aprender a usar dados sintéticos estrategicamente vai operar campanhas com muito mais precisão.
Criatividade e dados finalmente se entendem
Criatividade + dados = novo padrão. A Kantar aponta que não basta mais “otimizar” criativos, será preciso transformá-los em inteligência criativa. Ou seja: testar, analisar, aprender e adaptar.
E aqui existe um ponto-chave: criatividade não é mais um momento de inspiração, mas um processo contínuo de experimentação. A marca que cria uma peça por mês vai perder para quem testa 15 variações por semana.
Mas não é quantidade, é método. Criatividade sem dados vira sorte. Dados sem criatividade viram frieza. 2026 exige os dois.
“Treatonomics”: o poder dos pequenos prazeres
A “economia do mimo” destaca que consumidores valorizam pequenos momentos de recompensa no dia a dia. Pequenos luxos, pequenas alegrias, micro prazeres.
Depois de tanta instabilidade, econômica, emocional, social, os consumidores passaram a se conectar com marcas que proporcionam micro momentos de alegria, leveza e conforto. E isso não tem nada a ver com dar desconto ou fazer brinde. Tem a ver com storytelling, atmosfera, propósito e cuidado.
A marca que entende essas pequenas emoções ganha espaço na vida do cliente, não porque fala mais alto, mas porque fala melhor.
Microcomunidades: menos volume, mais verdade
Enquanto o mundo inteiro disputa alcance nas redes sociais, um movimento silencioso está acontecendo: a migração para grupos menores, mais nichados, mais densos.
Microcomunidades estão crescendo porque entregam o que as pessoas procuram hoje: pertencimento, conversa real, pessoas parecidas, menos ruído e mais profundidade.
E para as marcas, isso muda o jogo. A lógica deixa de ser “quantos viram?” e passa a ser “quem ficou?”. Construir comunidade não é abrir um grupo no WhatsApp. É criar uma causa, um ambiente, uma cultura.
Creators como estratégia
Os relatórios apontam uma profissionalização definitiva do marketing de influência. Influenciadores deixam de ser contratados por peça e passam a atuar como parceiros estratégicos e coautores da narrativa da marca.
Com diretrizes claras, métricas de longo prazo e alinhamento real com posicionamento, eles podem entregar muito mais do que visibilidade, podem gerar valor de marca.
Experimentação como acelerador estratégico
Marcas avessas ao risco vão perder espaço em 2026. O estudo mostra que vencerá quem tratar a experimentação como cultura, não como ação pontual.
O mercado está rápido demais para operar no modo “planeja muito, executa pouco”. Cresce quem testa, aprende e ajusta antes dos concorrentes. É transformar o marketing em um laboratório com método e leitura clara de dados.
No fim, a agilidade vira vantagem competitiva e quem aprende mais rápido, cresce mais rápido.
IA humanizada: automação sem perder o toque humano
Mesmo com IA dominando as interações, o consumidor de 2026 quer sentir que existe alguém, humano ou não, realmente prestando atenção nele.
Não basta automatizar. Precisa personalizar. Precisa acolher.
São conversas mais humanas em escala e isso diferencia marcas num mercado onde quase tudo virou genérico.
Avanço das Retail Media Networks (RMNs)
As Retail Media Networks deixaram de ser uma “novidade do varejo” e viraram um dos pilares mais sólidos de crescimento em 2026. E o motivo é simples: elas unem o que o mercado mais deseja: dados de verdade + intenção de compra + contexto perfeito.
Com acesso aos dados proprietários do varejista (quem comprou, quando, onde, frequência, ticket, categoria), as RMNs criam uma combinação que o digital tradicional não consegue entregar: anúncio certo, para a pessoa certa, no exato momento em que ela está pronta para decidir.
Isso vira ouro para marcas que precisam sair da bolha dos algoritmos genéricos e ir para ambientes onde o consumidor já está com o “modo compra” ativado. E vira ainda mais poderoso quando integra on + off: teste no digital, captura no PDV, atribuição real.
Inclusão real, não performática
Inclusão não é mais pauta social: é motor de crescimento. E não aquela inclusão “de campanha”, cheia de discursos bonitos e ações pontuais. Estamos falando de inclusão de verdade, aquela que começa dentro da empresa, molda a cultura, influencia decisões e transborda naturalmente para a comunicação.
Os relatórios da Kantar mostram que consumidores estão mais atentos, mais exigentes e menos tolerantes ao marketing performático. Eles identificam, em segundos, quando uma marca tenta “parecer inclusiva” sem ser. E a consequência é rápida: rejeição, ruído e perda de confiança.
Do outro lado, as marcas que fazem o dever de casa crescem. Porque inclusão não é só representar pessoas diferentes: é ampliar narrativas, é conectar com novos públicos, é mostrar que a marca entende o mundo como ele funciona na prática. Quando isso acontece, a relevância deixa de ser uma construção forçada e vira consequência natural.
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O que os dados da Kantar mostram não é uma lista de modismos para aproveitar de forma pontual. É um roteiro de maturidade para o marketing moderno.
Para marcas que não querem apenas “marcar presença”, mas construir algo relevante, sustentável e valioso, 2026 exige: visão estratégica ampla, integração real entre canais, dados, criatividade e propósito, coragem para experimentar e aprender e compromisso com representatividade, relevância e confiança.
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